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Chuva April 8, 2008

Posted by tamia in devaneios, momentos.
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Há muito tempo que não andava à chuva. Que a minha alma não se molhava com a água que caía do céu. Havia muito tempo que não me lembrava de tudo o que se começou a passar num dia de chuva…
Eu podia começar com era uma vez… sim, porque esta estória tem muito tempo! Tanto que quase mal me lembro dela. Aliás… a chuva e uma conversa de ontem fizeram com que as memórias me assolassem, embora um doce sorriso de lembranças se anunciasse nos meus lábios.
Foi num dia assim que tudo começou. Eu gosto da chuva. Eu gosto que a chuva me molhe, que me faça arrepiar. Não é por ser anormal, não é por gostar de ficar doente. É mesmo porque gosto de me sentir sozinha a apreciar a chuva, as gotas de água a tocarem a minha cara. A minha mão, o meu cabelo…

Lembro-me que não me apetecia ir de carro para casa. Já não estava muito frio e naquela tarde chuvosa e sai de rompante do café e comecei a andar para casa. Passados dois minutos estavas perto de mim com um guarda-chuva enorme como um cavalheiro a proteger a sua dama. Ri-me de ti! Disse-te que não precisava de ser resguardada da chuva e que precisava de ser molhada pela chuva. Que precisava de me sentir molhada e lavada pela água da chuva.

Olhaste-me com o teu ar de rapaz certinho que não percebia por que estaria eu a fazer uma coisa que se sabia que era errada. Foi a primeira vez que me olhaste como que baralhado. Não foi a última.

A nossa estória começou nesse dia. Sem nos apercebermos começámos a querer descobrir mais acerca um do outro. Começámos a passar mais tempo juntos e começámos a rir. A partilhar risos e sorrisos.

Nesse mesmo caminho demos as mãos e dissemos que precisávamos um do outro. Aí dissemos sim. Dissemos que enquanto durasse, duraria bem.

Foi numa noite quente de primavera que demos as mãos. A chuva já tinha passado, mas nos anos seguintes, quando te dizia que precisava de andar à chuva continuavas-me a olhar como se eu fosse fazer algo proibido, errado e eu sorria-te e dizia-te que já sabias.

É engraçado, mas ontem falei de ti. Contei o fim. Contei como nos afastámos, como já nem nos nossos abraços nos sentíamos perto, como depois de acabarmos nos aproximámos uma e outra vez, até finalmente nos perdermos… tinha de ser. Só podia ser assim.

Não tinhas tempo, dizias, eu não tinha força de vontade, eu não queria mudar, dizias. É engraçado, mas tu é que me parecias parado, quieto no teu canto. Não tinhas vontade de fazer o que podias fazer. Estavas por demais habituado à tua rotina, não a querias mudar e eu era o problema.

Pois… eu fui o problema desde o primeiro momento. Nunca me pediste para ficar contigo, nunca me pediste para ficar perto de ti. Não serias capaz de o fazer. Não faz parte de ti. Eu sei que o facto de não morar perto de ti fazia que eu não fosse com quem tu ias ficar. Eu sabia que não seria eu com quem irias ficar. Desde a primeira despedida. Não quis acreditar. Nunca quis ver essa realidade. Preferi ver a realidade aparente daquilo que se passava. Mas sempre soube.

Por isso te mandei embora nessa noite perfeita. Por isso dormi como há muito tempo não dormia. Foste zangado, insultado, ofendido, mas foste. Respeitaste-me. Foste. Saíste da minha cama, do meu quarto, da minha casa e afastaste-te da minha vida.

Já conseguimos falar. Já nos encontramos quando visito a tua cidade. Mas sei que nunca me pedirias para ficar, ainda hoje. Hoje tens outra pessoa na tua vida. Não a conheço. Vi-a na noite em que a conheceste e soube nessa noite que ela iria ocupar o meu lugar. Nunca falei com ela. Só a vi nessa noite. Não a reconheceria se ela passasse por mim. Não sei quem ela é. Sei o que faz e opiniões dela. Sei que é insegura. Mesmo sem a conhecer.

Há dias em que sinto a tua falta. Em que me fazes falta como a chuva. Há dias em que te recordo com saudade. Mas nos outros dias… Não me fazes falta. Lembro-me dos silêncios, lembro-me das tuas ausências, lembro-me de já não rirmos juntos, de já não falarmos e de nem sequer nos vermos. Lembro-me de como deixaste que alguém se aproximasse de ti e me pusesse em perigo. Lembro-me que não me deixaste confrontar, discutir… Não podia, não era? Tu é que querias estar presente, tu é que a querias por perto, tu é que gostavas que ela estivesse perto.

Foste o meu primeiro namorado sério. Foste aquele que mais amei. Foste aquele por quem mais chorei. Foste a pessoa mais importante da minha vida durante algum tempo. Para agora… para agora seres uma doce recordação em dias de chuva.

August Rush March 24, 2008

Posted by tamia in movies, music.
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filmes que me prendem por uma ou outra razão. Há aqueles que me prendem pelos actores, outros pelos realizadores, outros por um pormenor no trailer.
Depois há aqueles que me despertam a atenção e eu decido que tenho de vê-los.
Foi o que aconteceu com este

august-rush.jpg

O filme vai estrear por cá ainda este mês. Não é uma obra prima. Não ganhou grandes prémios, embora uma das suas músicas tivesse estado nomeada para um Oscar.
Gosto do enredo, gosto dos actores, gosto muito da música. O filme está para sair nos cinemas de cá, mas já há a edição em DVD e foi graças a essa edição que eu já o vi.
Já o vi 3 vezes, o que dá uma vez por dia desde que o tenho. Algo de errado se passa comigo, não me parece que já tenha visto tantas vezes seguidas um filme.
Aconselho a quem gostar de filmes com música bem feita, bem pensada e que liga o filme. Neste caso a música é mais importante que a comida, é o que liga tudo, é o que os junta.
E tudo por causa de um menino que só queria ser encontrado.
August Rush

Gostar March 22, 2008

Posted by tamia in devaneios.
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Gosto que gostes de mim.
Gosto que me esperes e me queiras desse modo infantil.
Gosto de ti. Não dessa maneira que tu queres que goste. Não penso sé em ti, não te vejo em todo o lado, não espero ansiosamente por ti.
Gosto de ti como gosto do qe está a teu lado. Gosto de ti com carinho, afeição.
Acho-te piada. Rio-me de ti, por ti, contigo. Tens piada.
Não gosto de ti como gostas de mim. Fico triste. Mas espero que te passe. Espero que m eesqueças. Espero que saia do teu pensamento. Não me quero lá.
Sou como tua irmã. Só isso.
29/01/2008

toque para o nosso mundo March 19, 2008

Posted by tamia in devaneios, moleskine.
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Já disse o quanto o toque mexe comigo. Não o toque de qualquer pessoa, mas o teu toque. Aquele roçar ocasional de mão no braço. Aquele suave toque com a perna. Aquele momento em que te toco no casaco para te chamar a atenção.
Espero que sejas tu a dizer-me algo, que sejas tu a chamar-me a atenção. Espero que sejas tu a reparar em mim. A ver-me e a olhar para mim como mulher.
Não quero que me olhes mais como a amiga de alguém. Não quero que me olhes mais como a tua amiga. Quero que me olhes como eu sou. Quero que me vejas. A mim e só a mim.
Quero que o mundo pare quando me olhes e quero olhar-te da mesma maneira.
Quero sentir o coração nas mãos, as borboletas na barriga, o rubor na minha cara, os olhos a brilhar e o sorriso constante.
Quero que me provoques isso mais uma vez, e outra e ainda outra!
Quero que quando me toques eu trema, eu faça parar o mundo, que os meus órgãos façam uma revolução e que tudo à volta desapareça. Para sempre.
Quero que o teu toque me transporte para um local só nosso, onde nada mais exista. Onde só estamos eu e tu. Onde aquele toque é eterno. Onde sei que estás tu… e eu. Onde sei que estaremos nós.
Não quero que quando o toque terminar sejamos puxados pela dura realidade e voltemos ao sítio onde estamos, rodeados pelas mesmas pessoas.
Não quero que te afastes de mim. Não te quero longe.
Quero-te perto. Ali mesmo a um toque de distância.
Quero que seja fácil chegar ao nosso mundo. Que seja simples tocar-te para que num instante de segundo estejamos naquele nosso mundo.
20.01.2008

Musiquinha March 10, 2008

Posted by tamia in music.
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e há música nova no sítio respectivo…

comentários March 8, 2008

Posted by tamia in devaneios, momentos.
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Hoje uns comentários que ouvi fizeram que chorasse sozinha no carro.
Um inofensivo e normal. O outro ofensivo e que me fez pensar se será isto que quero fazer durante a minha vida, para chegar logo à conclusão que é isto que sempre quis fazer e que sei que sou capaz de fazer e bem!
A minha vontade de mudar está a atormentar-me de uma maneira que nunca pensei possível. Não é tanto pelo medo de mudar, pela mudança em sim, é por pensar que nãos erei capaz de a manter e que depois me vai custar, ainda mais, voltar ao que estava.
Não quero, não posso e não vou conseguir voltar ao que está. Não sei se aguento mudar para depois voltar. Quero mudar. Preciso de mudar. Tenho de mudar. Não quero voltar…

Hoje uma aluna “especial” virou-se para mim, porque não a deixei escrever (riscar) no quadro e disse-me: “tu és merda!”. Não tenho, nunca tive paciência para miúdos mal-educados! Quer sejam ou não especiais, quer saibam o que estão a dizer ou a maior parte das pessoas pense que não sabe o que estão a dizer. Sabe sim o que diz e o que faz. Faz mal aos colegas, não respeita ninguém, responde mal, bate, não aceita um não… E tudo porque não a educam! Simples. É difícil, é complicado, demora tempo, dedicação, mas já estive e já ensinei outras crianças tão especiais quanto ela e não são assim! São educados, meigos, sabem conversar, sabem estar e respeitam assim como são respeitados!

O outro comentário foi de uma pessoa com a qual trabalhei durante algum tempo, há tanto tempo atrás que me fez pensar que os anos passam e que a minha vida era muito mais divertida naquela altura.
Não o via há muito tempo, não falávamos ainda há mais tempo. A pergunta foi simples, foi directa, foi normal, foi casual… mas criou uma mossa que não me apercebi no momento, que não me doeu naquela altura, mas que ao voltar a casa abriu, criou uma racha e doeu.

Doi saber que passado 11 anos estou como estava naquela altura.
Doi saber que estou sozinha.
Doi saber que voltei ao mesmo estado.
Doi saber que preciso de uma mudança, mas que não quero mudar para voltar.
Doi saber que procuro e não encontro.
Não encontro emprego, não encontro.
Não encontro quem me acompanhe na procura da felicidade.
Não encontro com quem partilhar a felicidade.
Não consigo ter forças para procurar mais. É dias como hoje que não sei o que fazer. Não sei o que procurar. Como procurar. É dias como o de hoje que me apetece baixar os braços e não fazer nada. Resistir. Esperar. Apenas isso.
É dias como o de hoje que me fazem pensar se valerá a pena.
São dias assim que sei que passam.
Sei que amanhã já não estarei assim. Por agora… por agora vou dormir. Vou esperar que o sol me traga o sorriso. Vou esperar que a lua me leve as lágrimas…

Grammys 2008 March 8, 2008

Posted by tamia in momentos, music.
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Há coisas que não entendo, mas deve ser para não entender mesmo… então:

Best Male Pop Vocal Performance
WINNER: Justin Timberlake - “What Goes Around … Comes Around”·

Michael Bublé - “Everything”
John Mayer - “Belief”
Paul McCartney - “Dance Tonight”
Seal - “Amazing”

Best New Artist
WINNER: Amy Winehouse

Feist
Ledisi
Paramore
Taylor Swift

Estou com uns ligeiros problemas em aceitar o melhor cantor pop… O Justin que quase não canta, que não toca, que só se mexe um bocadinho, tem uma carinha laroca e pouco mais ganha o grammy? Como é possível? Com uns nomeados destes, como é possível que seja ele a ganhar? Ou era votação do público? Eu até ouço a cantiga dele, eu até a reconheço, mas daí a ganhar um grammy? Não entendo.
E então a d. Amy que não é novata nestas coisas, que já tem outro álbum lançado e muito ouvido, ganhou melhor artista revelação??? Como é possível? Quais os parâmetros para isso? Não percebi.
Quanto às outras categorias até li e apesar de não gostar até consigo perceber a razão das coisas, mas aqui nestas duas? Não percebo mesmo. Mas pronto, está escolhido, escolhido está.

A minha terra… March 8, 2008

Posted by tamia in coisas.
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vista pelos olhos de um conterrâneo meu:

O Alentejo

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar… E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos… só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava… mas com quem?»

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão… Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

Descobri aqui. Não se sabe o autor, é pena! Obrigada Lord Jeremias.

Eleições February 5, 2008

Posted by tamia in coisas.
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Muito se tem escrito a respeito dos candidatos ao lugar de homem mais importante do mundo. Muito mais se irá escrever porque a luta está renhida.
Entre Hillary e Barack andei indecisa, já que qualquer um dos dois significa uma mudança, uma aproximação ao povo real, às diferenças e às minorias. Mas e por causa das minorias que talvez não o sejam, se eu votasse nos EUA, votaria Barack Obama.
Como me disseram há alguns dias: “lá estás tu pelas minorias!” ao que respondi que talvez não sejam minorias, que talvez estejam quase esquecidos, e que esperava que o país que mais poder tem a nível mundial mudasse. Realmente mudasse. Pelo menos deixava de ter aquele Presidente e depois tivesse alguém que realmente fizesse a diferença.

Um senhor do qual gosto muito escreveu:

Dear Friends,

I hope this finds you well.

A question, a reflection, and an endorsement.

Why is our country divided?

Why has this division been growing?

Can we not all agree that we are a country that supports its families, that protects its citizens and respects its neighbors?
A country that educates its children?
Are we not a country that can lead by example rather than by force?
Is ours a government of the people, by the people, for the people?

I would like to think so.
But I believe that corporate greed and its involvement in policy making, along with political cronyism have made it nearly impossible for the people to govern.

So we fight amongst ourselves over the spin of political slogans and half truths.

And so we are divided.

It is time for a change and that is why I support Barack Obama for President.

Respectfully,

Dave Matthews


Testemunhos destes há muitos, basta procurar um bocadinho.
Eu também sou por este senhor.

R.I.P. January 23, 2008

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Heath Ledger 1979-2008