Archive for May, 2006

30
May

Mesa

Deixa Cair o Inverno

Quero sair do Inverno
e entrar no Verão.
Como acontece contigo quando tiras o roupão
e o amor se mostra igual tanto aqui como no Japão.
Anda daí explico tudo ao serão

Das certezas e das incertezas
que se ocupam de mim,
tu és o único a deixar me dormir.

Já não tenho lata para pedir
ao santo a cura da insónia
que me feche o olho sem sentir
e me leia uma história sem eu lhe pedir.
Importa não abrir ainda o dia de amanhã
amordaçar a noite
fazer soar o teu divã.

Quero sair do Inverno
e entrar no Verão.
Como acontece contigo quando tiras o roupão
e o amor se mostra igual tanto aqui como no Japão.
Anda daí explico tudo ao serão
não me custa nada…
até faço questão!

Já não tenho lata para pedir
ao santo a cura da insónia
que me feche o olho sem sentir
e me leia uma história sem eu lhe pedir.
Importa não abrir ainda o dia de amanhã
amordaçar a noite
fazer soar o teu divã.

Lanço a minha seta e tu não a vês
nas nuvens da infusão
lês os meus porquês
na mais profunda escuridão
dissipam-se os porquês.

29
May

montanha russa

Estes últimos dias têm sido um enrolar de emoções, de sentimentos, como nunca antes visto…
Não sei por onde tenho andado, não sei o que tenho feito, ando num estado semi-embriagada, sem saber o que me leva a ficar assim, nem como conseguirei eu não ficar assim.
A vida parece-me uma montanha russa de solidão e tristeza, da qual só quando chego lá em cima, lá bem alto, lá mesmo no pico da montanha tudo parece mudar, tudo parece viver, tudo parece ter cor, até que… até que, a descida aproxima-se a uma velociadade tal que parece que vou morrer logo ali, antes da curva, antes de conseguir respirar de novo…
Não estive cá. Não sei por onde estive. Continuo sem saber para onde vou. Sei que em breve vou sair novamente. Voltarei a rir, como há pouco, voltarei a sentir saudades, voltarei a sentir-me melancólia, voltarei a pensar em tudo… em como a minha vida mudou, em como eu mudei, em como todos mudámos…
Depois voltarei para aqui, para perto do que é meu… mas será que tenho mesmo algo? Será que algo é meu? Possuo alguma coisa?
Sinto que não pertenço aqui, que não sei para onde ir. Para qualquer lado que me vire a solidão apanhar-me-á sempre!
Sei que quem está perto quer-me por perto, já mo disseram. Sei que quem me dá a mão e o ombro e me abre o coração merece a minha presença… mas será que isso me chega? Será que eu só quero que eles sejam felizes? Quero e muito! Mas… e eu? Eu também quero! Eu também mereço!

25
May

já que não escrevo nada de jeito…

conheço uns quantos que adorariam ter um brinquedo destes!

24
May

Blogger e o seu HTML

Não sei o que se passa, mas digo-vos que o meu blog visto pelo Firefox da Mozilla é mais bonito que visto pelo Internet Explorer… Não sei porquê! Nem sei como alterar! Já tentei, mas… claro que não consigui!

23
May

Évora - Espírito de Selecção


Eu gosto que a Selecção esteja em aqui. Eu gostava de ver alguns dos seus jogadores… ai Nuno Gomes… mas eu não vou andar atrás deles! Não vou tirar fotografias, a não ser que os encontre por acaso. Não estou louca e nem ando atrás deles! Mas que raio se passa com esta cidade? Parece que todos querem ver os jogadores!

Posted by Picasa

19
May

not here

not here…
não tenho andado cá. não sei por onde tenho andado, mas aqui não tem sido de certeza…
o sol brilha, os meus olhos mantém-se abertos, mas não sei por onde olhar.
hoje assinei um comentário que dizia que a minha cidade era a mais linda de Portugal. passeio-me nela e não vejo isso. olho à volta e não consigo perceber o que é, o que tem, porquê?
vou mudar de ares. vou ver se acordo. vou ver se percebo. ovu ver se vejo outra vez.
17
May

Sara Tavares

Title:Amor é

Lyrics:
O amor é tudo, Amor é asas, Amor é Momento, Amor é sede, Amor é agua, Amor é mundo, Amor é alimento, Amor é corpo, Amor é alma, Amor é magia, Amor é do vento eternamente.

Love is everything. Love is nothing, Love is wings, Love is the moment, Love is thirst, Love is water, Love is the world, Love is nourishment, Love is the body, Love is soul, Love is magic, Love belongs to the wind, forever.

É assim que está no site da editora da Sara Tavares. É assim que aqui reproduzo a letra. E não é que o Amor é mesmo tudo?!?!?!

14
May

Horóscopo

Carta dominante: X A RODA DA FORTUNAA RODA DA FORTUNA traz uma corrente de mudança; poderá ter algumas mudanças de cariz positivo. Deixe-se levar pelos acontecimentos ou seja, não desperdice momentos ou oportunidades.

PLANO AFECTIVO: Boas evoluções na vida sentimental; estão-lhe reservados momentos românticos e um encontro de afinidades notório; está numa fase de afectos crescentes.

PLANO ECONÓMICO: Poderá aceitar novas propostas ou responsabilidades; um desafio pode surgir feito à sua medida. De momento não se mostre muito ambicioso em questões económicas. Na saúde tendência para resultados rápidos.

Quando a esmola é grande o pobre desconfia… No final da semana logo vejo se será assim tão bom!

12
May

hooked on a feeling

ou então… o pior video que já vi!
Obrigada, Jungle Conga!

11
May

Elogio do Amor, diz o Alvim

Gostei tanto que não resisto a copiar para aqui!

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber.
Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e é mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessýria. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso in Expresso

e eu digo…
mas… não será apenas o Amor Puro que todos desejamos… lá bem no fundo do nosso ser?




 

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