Archive for April, 2007

30
Apr
07

não te quero querer mais

Preciso que me ajudes a esquecer-te, que ponhas mãos à obra, que faças qualquer coisa que se veja. Preciso que pegues no batente, que te esforces um bocadinho, que dês à manivela, que carregues no botão, porque é imperioso esquecer-te. Diz-me que sou feia, que estou velha, que sou tola; diz-me que é ridículo, este amor enganado, impossível, desnecessário, incómodo, que já dura muito para lá do que é aceitável. Atira-me com todo o desprezo que tens à cara, toma balanço, como se uma tarte de natas num filme mudo; deita-me a língua de fora, vira-me as costas, escarnece. Por favor, escarnece. Diz-me que sou absurda, desmesurada, desregulada, que não tens paciência, que estou doida. Encolhe os ombros com enfado, isso, assim. Repete que não me queres ver, ri-te, com pena, encharca-me de pena, olha-me como se eu um cachorro abandonado, que é o que sou. Enxota-me, repete, paternalmente, com asquerosa condescendência, que já não tenho idade, que são coisas de miúda, que devia ter juízo, que não tens tempo nem condições para atentares nos meus desejos vãos de louca varrida. Manda-me passear, bugiar, dar uma volta ao bilhar grande, ver se estás na esquina, que me dás um tiro. Diz-me que te maço, que não me queres por perto, que talvez uma providência cautelar. Manda-me correr para a esquina, que eu irei. Manda-me, que eu irei. Ajuda-me a esquecer-te, que não estou de todo preparada para te amar até ao fim dos meus dias, que grande chatice me foste arranjar, agora, resolve-a, faz qualquer coisa, ajuda-me a esquecer-te.

in Um Amor Atrevido

também eu já disse estas coisas…

19
Apr
07

dias…

Os últimos tempos têm sido estranhos…

As últimas semanas, os últimos dias… nem sei bem porquê… Ou melhor, até sei, mas considero a razão tão fraca que nem pode ser a razão.

Um amigo terminou o seu namoro. Desde o início do ano é frequente chegar-se alguém perto de mim e dizer que já não namora, que y já não vive com a mulher, que x estás prestes e separar-se e que w e z já nem se falam. Não sei mesmo o que se passa este ano, mas parece que anda um nuvem preta por cima das pessoas que conheço, das relações, duradouras ou curtas. Talvez por isso eu esteja só. Talvez a nuvem também paire sobre mim, como mau agoiro do que podia acontecer. A nuvem impede-me da tristeza da separação, mas… mas… está-me a impedir de ser feliz!

Amigos passam por momentos complicados, decisões a tomar, decisões de uma vida. Mas… e há sempre um mas… essas decisões teriam de ser tomadas… mais tarde ou mais cedo. Hoje ou em Agosto. Tanto faz. Um dia a decisão aparecerá. Até Agosto.

O tempo aqueceu. O Sol já se mostra. A janela mantém-se aberta de noite. É bom ouvir o barulho da noite entrar no meu quarto, entrar no meu mundo. É bom ouvir o barulho da manhã dar-me os bons dias.

Mas… eu definitivamente tenho uma nuvem negra a pairar sobre a minha cabeça.

Há coisas que só costumam acontecer num filme Indiano (esta tem direitos de autor… e não são meus!), embora na minha vida, essas coisas são frequentes! Agora ganhei o prémio da coisa mais ridícula que me pode acontecer.

Há pessoas que deviam pensar antes de dizer certas coisas. Outras há que deviam pagar imposto por sequer as pensar! Um senhor com idade para ser meu pai, quase, agora deu para me enviar mensagens! Eu não tenho culpa dele se sentir só, eu não tenho culpa dele querer uma empregada doméstica em forma de mulher, muito menos tenho culpa do facto dele ser PARVO! É uma situação tão ridícula, tão ridícula, que nem parece real. Agora… o que me custa é saber que eu tenho medo. Medo do que ele possa fazer, medo do que ele me possa dizer, onde e perto de quem ele me possa encontrar. Medo.

Sei que tenho pessoas que vão estar atentas. Sei que vão lá estar para me acompanhar, mas do medo não conseguem ter ideia. É muito. É grande. É real.

Ando perdida. Ando sem saber para onde ir, para onde me hei-de virar. Ando cansada da incompetência, da senilidade, da falta de noção do que é ou não correcto, das exigências incompreensíveis, da incapacidade de ver com olhos de ver e não apenas olhar.

Cansada. Farta. Atordoada. Medrosa. Assim me sinto.

05
Apr
07

Estes senhores estão cada vez melhor!

Isto sim é campanha! ehehe

fedorentos.jpg

Update: Afinal o outdoor vai sair do Marquês… Não tinha licença camarária!

01
Apr
07

Past Life…

Vi aqui, e fiz aqui!

Your past life diagnosis:


I don’t know how you feel about it, but you were female in your last earthly incarnation.You were born somewhere in the territory of modern Thailand around the year 1150. Your profession was that of a teacher, mathematician or geologist.

Your brief psychological profile in your past life:
Inquisitive, inventive, you liked to get to the very bottom of things and to rummage in books. Talent for drama, natural born actor.

The lesson that your last past life brought to your present incarnation:
Your lesson is to learn discretion and moderation and then to teach others to do the same. Your life will be happier if you help those who lack reasoning.

Do you remember now?Bom, se fui professora, por que raios continuei?? Pedras e pedrinhas? oh não! Actriz? no way! Quanto ao resto… no argue!




Me, myself and I

Tamia Eu… Eu sou alguém que pensa, que sente, que vê, que observa… Eu sou alguém real, que gosta de muitas coisas, de muita gente. Eu sou alguém que escreve. Umas coisas, sem pretensões. Eu sou alguém que aprende. Diariamente. Tudo. Eu sou ... uma aprendiz da vida.

 

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