Enquanto andava com os meu pensamentos olhei para cima e vi a forma das nuvens.
Vi-as como ainda nunca as tinha visto. Uma imensidão de algodão branco… enrolado como mantas a meus pés.
Enroladas umas nas outras. Sobrepostas. Espessas. Não tão espessas. Planas como um lençol na corda a secar.
Brancas.
Imaculadas.
Olhei para elas e perdi-me.
Perdi-me nos seus meandros.
Perdi-me nas ruas dos meus pensamentos porque tu apareceste.
O teu sorriso e os teus olhos fizeram com que eu quisesse estar ali contigo. Eras tu quem me ía levar às nuvens. Era contigo que eu ía conhecê-las. Era pela tua mão que eu ía ser guiada até lá.
Era num beijo eterno que íamos lá chegar e por lá ficar.
Foi ali que me perdi.
Foi ali que te achei. Eras tu que me ías mostrar mais que física. Eras tu que me guiarias pelo mundo para que as visse todas.
Foi ali que te achei, me perdi e acordei.
Acordei dos meus pensamentos e voltei a viver.
Ali. Com os pés assentes. Ali. Sozinha.
Archive for May, 2008
Nuvens
musiquinha…
música nova ali ao lado!
Educação
Depois de uma formação ficam sempre algumas frases…
A curiosidade é um desejo de saber que tem de ser alimentado.
A educação é uma escolha que os adultos fazem pelas crianças.
O passado foi sempre feliz porque a memória serve para esquecermos.
O futuro não se adivinha… constrói-se.
Finalmente
Falaste comigo no outro dia.
Tocaste-me, chamaste-me a atenção e falaste comigo.
Isso já eu o esperava. Sabia que o ías fazer. Tinha a certeza que assim que pudesses me ías chamar e ficaríamos perdidos no nossos olhares, presos às palavras que dizíamos um ao outro, suspensos até que fôssemos interrompidos…
Não fomos interrompidos. Não ali… fomo-lo mais tarde…
Quando me tocaste o meu corpo reagiu como há muito esperava. Senti! Finalmente.
Tocaste-me, falaste comigo num sorriso e eu olhei para a tua mão a tocar-me, olhei para ti, mas o meu corpo já sabia que eras tu… mesmo sem os meus olhos te reconhecerem, o meu coração já te tinha adivinhado, o meu estômago já tinha uns habitantes fora do normal e sei, sei, que os meus olhos já brilhavam. Tudo naquele instante de segundo antes de te ver.
Bastou estares perto de mim para voltar a sentir. Voltar a estar viva. Voltar a querer ver alguém, a querer estar com alguém.
Bastou pensar que te ía ver para que o meu corpo e o meu coração se entusiasmassem e me dissessem que ainda sou capaz de sentir.
Sinto. Vivo. Finalmente.
Retrato de mim II
decididamente….
… sofro de timings errados
Retrato de mim
Estou em standby…
eternamente esperando…