Archive for the 'coisas' Category

21
Jun

Retrato de mim III

Realmente…

Não tenho pachorra para comitivas.

Se me queres ver, vem sozinho!

13
Jun

Season Finale

We are the daughters of the Feminist Movement, taught from an early age that nothing can stop us, that we can rise as high and achieve as much as any man and in some ways that’s true. We have taken great strides, stepping over traditional gender roles and going after and getting exactly what we want. But part of being powerful is knowing when to take the backseat and look at life from another perspective. Because the thing is, in a relationship, there is no CEO. It’s a delicate dance, a push and pull, a back and forth, an up and down. But we endure because at the end of the day we don’t want to go it alone. And when we find someone, a partner, we compromise, loving everything we can and putting blinders onto everything else. Because love isn’t perfect, but it is the really great imperfect love that keeps us evolving, happy. And in the end, isn’t that what life’s all about?

Marin Frist - Taking the Lead 02×19

06
Jun

Love Quote of the day

You say that love is nonsense…. I tell you it is no such thing. For weeks and months it is a steady physical pain, an ache about the heart, never leaving one, by night or by day; a long strain on one’s nerves like toothache or rheumatism, not intolerable at any one instant, but exhausting by its steady drain on the strength.

Henry Brooks Adams

15
May

Educação

Depois de uma formação ficam sempre algumas frases…

A curiosidade é um desejo de saber que tem de ser alimentado.

A educação é uma escolha que os adultos fazem pelas crianças.

O passado foi sempre feliz porque a memória serve para esquecermos.

O futuro não se adivinha… constrói-se.

08
Mar

A minha terra…

vista pelos olhos de um conterrâneo meu:

O Alentejo

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar… E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos… só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava… mas com quem?»

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão… Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

Descobri aqui. Não se sabe o autor, é pena! Obrigada Lord Jeremias.

05
Feb

Eleições

Muito se tem escrito a respeito dos candidatos ao lugar de homem mais importante do mundo. Muito mais se irá escrever porque a luta está renhida.
Entre Hillary e Barack andei indecisa, já que qualquer um dos dois significa uma mudança, uma aproximação ao povo real, às diferenças e às minorias. Mas e por causa das minorias que talvez não o sejam, se eu votasse nos EUA, votaria Barack Obama.
Como me disseram há alguns dias: “lá estás tu pelas minorias!” ao que respondi que talvez não sejam minorias, que talvez estejam quase esquecidos, e que esperava que o país que mais poder tem a nível mundial mudasse. Realmente mudasse. Pelo menos deixava de ter aquele Presidente e depois tivesse alguém que realmente fizesse a diferença.

Um senhor do qual gosto muito escreveu:

Dear Friends,

I hope this finds you well.

A question, a reflection, and an endorsement.

Why is our country divided?

Why has this division been growing?

Can we not all agree that we are a country that supports its families, that protects its citizens and respects its neighbors?
A country that educates its children?
Are we not a country that can lead by example rather than by force?
Is ours a government of the people, by the people, for the people?

I would like to think so.
But I believe that corporate greed and its involvement in policy making, along with political cronyism have made it nearly impossible for the people to govern.

So we fight amongst ourselves over the spin of political slogans and half truths.

And so we are divided.

It is time for a change and that is why I support Barack Obama for President.

Respectfully,

Dave Matthews


Testemunhos destes há muitos, basta procurar um bocadinho.
Eu também sou por este senhor.

16
Jan

A voz

Quando tenho muito tempo em frente ao computador começo a pensar em tudo menos no que tenho para fazer. Não há muita volta a dar-lhe, o blog fica com posts novos, o perfil do hi5 fica bonitinho, com coisas novas e o YouTube passar a ser muito visitado. Tudo isto enquanto tenho mesmo de trabalhar…
Foi numa dessas minhas horas em que não me apetecia fazer o que tinha realmente para fazer que o descobri.
Descobri uma voz que mexe comigo. Não consigo explicar porquê. Mexe mesmo comigo. É uma voz de uma pessoa que por acaso está próxima de mim, um bocado próxima de mim, num estilo de
6 graus (que devem ser menos no meu caso) mas que nunca tinha ouvido realmente.
Há muito tempo que reconheço a cara, só há pouco tempo meti um nome nessa cara e alguém lhe meteu uma vida que eu desconhecia por completo. Essa vida tem sido completada a pouco e pouco e tenho descoberto coisas que não fazia ideia. Não é nada, mas a voz fica-me a ecoar na minha mente. Gosto mesmo de ouvir. Muito.
E tudo começou com a voz… Que voz…
12
Dec

tlml

uma semana e meia depois de ter perdido o meu telemóvel novo, continuo a procurá-lo como se tivesse caído em algum lugar da minha casa…
ai ai…

17
Oct

assim como não se quer a coisa…

e vá de lição de Português!

 http://videos.sapo.pt/G2v2sU039M6D5vUM4v0D

02
Oct

House

tshirt.jpg

Uma das frases mais emblemáticas do House é esta. Todos nós mentimos. Não há volta a dar-lhe. Não querendo ou querendo, sem querer ou por querer, para magoar ou para não magoar. O certo é que acontece. Sempre.
É pena.




 

July 2008
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