Falaste comigo no outro dia.
Tocaste-me, chamaste-me a atenção e falaste comigo.
Isso já eu o esperava. Sabia que o ías fazer. Tinha a certeza que assim que pudesses me ías chamar e ficaríamos perdidos no nossos olhares, presos às palavras que dizíamos um ao outro, suspensos até que fôssemos interrompidos…
Não fomos interrompidos. Não ali… fomo-lo mais tarde…
Quando me tocaste o meu corpo reagiu como há muito esperava. Senti! Finalmente.
Tocaste-me, falaste comigo num sorriso e eu olhei para a tua mão a tocar-me, olhei para ti, mas o meu corpo já sabia que eras tu… mesmo sem os meus olhos te reconhecerem, o meu coração já te tinha adivinhado, o meu estômago já tinha uns habitantes fora do normal e sei, sei, que os meus olhos já brilhavam. Tudo naquele instante de segundo antes de te ver.
Bastou estares perto de mim para voltar a sentir. Voltar a estar viva. Voltar a querer ver alguém, a querer estar com alguém.
Bastou pensar que te ía ver para que o meu corpo e o meu coração se entusiasmassem e me dissessem que ainda sou capaz de sentir.
Sinto. Vivo. Finalmente.
Archive for the 'moleskine' Category
13
May
Finalmente
19
Mar
toque para o nosso mundo
Já disse o quanto o toque mexe comigo. Não o toque de qualquer pessoa, mas o teu toque. Aquele roçar ocasional de mão no braço. Aquele suave toque com a perna. Aquele momento em que te toco no casaco para te chamar a atenção.
Espero que sejas tu a dizer-me algo, que sejas tu a chamar-me a atenção. Espero que sejas tu a reparar em mim. A ver-me e a olhar para mim como mulher.
Não quero que me olhes mais como a amiga de alguém. Não quero que me olhes mais como a tua amiga. Quero que me olhes como eu sou. Quero que me vejas. A mim e só a mim.
Quero que o mundo pare quando me olhes e quero olhar-te da mesma maneira.
Quero sentir o coração nas mãos, as borboletas na barriga, o rubor na minha cara, os olhos a brilhar e o sorriso constante.
Quero que me provoques isso mais uma vez, e outra e ainda outra!
Quero que quando me toques eu trema, eu faça parar o mundo, que os meus órgãos façam uma revolução e que tudo à volta desapareça. Para sempre.
Quero que o teu toque me transporte para um local só nosso, onde nada mais exista. Onde só estamos eu e tu. Onde aquele toque é eterno. Onde sei que estás tu… e eu. Onde sei que estaremos nós.
Não quero que quando o toque terminar sejamos puxados pela dura realidade e voltemos ao sítio onde estamos, rodeados pelas mesmas pessoas.
Não quero que te afastes de mim. Não te quero longe.
Quero-te perto. Ali mesmo a um toque de distância.
Quero que seja fácil chegar ao nosso mundo. Que seja simples tocar-te para que num instante de segundo estejamos naquele nosso mundo.
Espero que sejas tu a dizer-me algo, que sejas tu a chamar-me a atenção. Espero que sejas tu a reparar em mim. A ver-me e a olhar para mim como mulher.
Não quero que me olhes mais como a amiga de alguém. Não quero que me olhes mais como a tua amiga. Quero que me olhes como eu sou. Quero que me vejas. A mim e só a mim.
Quero que o mundo pare quando me olhes e quero olhar-te da mesma maneira.
Quero sentir o coração nas mãos, as borboletas na barriga, o rubor na minha cara, os olhos a brilhar e o sorriso constante.
Quero que me provoques isso mais uma vez, e outra e ainda outra!
Quero que quando me toques eu trema, eu faça parar o mundo, que os meus órgãos façam uma revolução e que tudo à volta desapareça. Para sempre.
Quero que o teu toque me transporte para um local só nosso, onde nada mais exista. Onde só estamos eu e tu. Onde aquele toque é eterno. Onde sei que estás tu… e eu. Onde sei que estaremos nós.
Não quero que quando o toque terminar sejamos puxados pela dura realidade e voltemos ao sítio onde estamos, rodeados pelas mesmas pessoas.
Não quero que te afastes de mim. Não te quero longe.
Quero-te perto. Ali mesmo a um toque de distância.
Quero que seja fácil chegar ao nosso mundo. Que seja simples tocar-te para que num instante de segundo estejamos naquele nosso mundo.
20.01.2008